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Tecidos para Pintura a Óleo

Há uma infinidade de tecidos usados para a pintura. Tecidos que são usados desde antes da idade média, “testados” pelo tempo, e tecidos modernos que ainda são materiais “jovens”. Teoricamente, qualquer tecido resistente as intempéries e que não apodreça fácilmente a longo prazo, elástico o suficiente para ser esticado no chassi, pode ser usado para a pintura . O tipo de fibra com qual foi feito o tecido constitui uma das características mais importantes para sua escolha, assim como a quantidade de fios usados em sua trama. Seria impossível listar todos os tipos de tecidos usáveis na pintura, portanto, listaremos os mais usados, avaliando também suas vantagens, desvantagens e as opiniões das instituições artísticas que testaram-os.

1. Comercialização
Todos os tecidos viáveis para a pintura podem ser encontrados para a venda por metro. Geralmente, a peça costuma vir de fabrica medindo desde 50 cm até 1,20 m., mas a medida mais comum é a de 80 cm. O tamanho varia dependendo da região onde a peça é comprada e também de acordo com o fabricante. Se voce decidir comprar, como exemplo, 30 metros de tecido, receberá uma peça que mede 30 m. x 80 cm. Para artistas que costumam trabalhar com obras grandes, com mais de 2m, é possível localizar fabricantes que disponham de rolos maiores do que 2 m. Vale a pena investir na compra de um rolo fechado, comprando em quantidade o preço pode melhorar.

 
Rolos de Tecido

2. Tipos de Fiação e Espessura
Procurar por um tecido ideal somente pelo tipo de fibra pode ser uma experiência frustrante. Se adentrarmos uma grande tecelagem ou empresa importadora que comercializa tecidos, descobriremos que somente nessa empresa, apresentam-se uma variedade táo grande que cansáriamos de olhar um por um. A indústria de tecidos desenvolve tipos para todas as finalidades, e isso exige não só diferentes tipos de resistência, mas espessuras e texturas. É fácil encontrar amostras de algodão, linho, juta e qualquer outro tecido em várias espessuras, dos mais finos e leves até os mais grossos e pesados. Essas variações devem-se a quantidade de fios usados para tecê-los, compreendendo desde 20 fios por polegada até 200 fios por polegada dependendo do tipo de fibra. A variedade é tão grande que seria impossível fazer um guia compreensível. O melhor a fazer é olhar todas as variedades, esticá-los com a mão e entender como eles se comportam. Se são grossos ou finos demais, elásticos, duros, grosseiros, pesados, etc. Algumas características importantes de serem observadas são as seguintes:

Os tecidos grossos em demasia são difíceis de esticar no chassi, e oferecem muita resistência, além de deixar a tela ou painel muito pesado. Principalmente nos casos de telas que ultrapassam um metro, eles tendem a pesar em demasia. Geralmente, os tecidos grossos apresentam uma textura rústica e cheia de “buracos”. Isso deve ser considerado, caso o artista prefira uma superfície mais lisa para ser usada como suporte. Nesse caso, para cobrir totalmente a superfície com gesso, é necessária muitas demãos, um tecido mais fino pode ser mais prático e econômico nesse sentido. Os tecidos grossos são geralmente usados por pintores que não fazem questão de uma superfície lisa pois pintam com empastes pesados ou por que gostam do resultado que a textura do pano dá.

Em contrapartida, os tecidos muito finos rasgam com facilidade e tendem a deformar quando esticados, “esgarçando” as fibras. Prefira tecidos de grossura mediana, principalmente para esticá-los no chassi. Para a encolagem do tecido sobre painal (veja post sobre bases para pintura e também o post sobre painéis) o tecido não necessita ser grosso, contanto que não apresente a trama muito aberta.

3. Teste da “Contra-luz”
Olhe atentamente a quantidade de fios usado no tecido. Aqueles com quantidade de fios insuficientes para a pintura tendem a ter “buracos” fácilmente visíveis quando colocados contra a luz. Essas “falhas” podem ser prejudiciais a longa prazo, pois são pontos mais suscetíveis ao movimento do tecido ao longo dos anos, e podem se abrir, aumentando a área, tornando-se um buraco maior, uma falha na superfície da pintura. Os tecidos devem ser suficientemente “fechados” a ponto de não mostrar nenhum orifício por onde a luz consiga passar em grande quantidade.

4. Teste de “Esticar“
Fazendo um simples teste de esticar o tecido com as mãos mostrará qual sua elasticidade. Tente deixar um espaço de 10 cm entre suas mãos e esticá-lo. Depois, aumente para uns 40 cm e veja como se comporta. Ele deve oferecer resistência o bastante para não deformar com muita facilidade o “desenho” da fiação. É difícil entender o “ponto” certo de resistência se voce nunca esticou uma tela. O melhor seria que o artista já tenha pelo menos uma experiência com a fatura do suporte, para conseguir avaliar se o novo tecido é adequado.

5. Quantidade de Fios
Algumas lojas especializadas dispoem de uma grande variedade de tecidos que podem ser escolhidos através do número de fios por centímetro quadrado ou polegada. Quanto maior o número, maior a resistência do tecido, mas isso não quer dizer que o artista necessite comprar o tecido com o maior número de fios possíveis. A melhor maneira de se escolher o tecido ainda é através do tato, ao esticá-lo com as mãos e do teste da contra-luz.

6. Tecidos Crús e Tingidos
Alguns tecidos são tingidos, e a cor mais usada é o branco, embora alguns tipos de algodão tenham essa cor naturalmente. Tenha certeza de adquirir o tecido crú, ou seja, sem nenhum tipo de tingimento ou processo de tintura que dê cor. O linho, juta ou cânhamo em sua natureza crua são de cor escura, de um cinzento levemente amarelado.

7. Tecidos “Preparados”
Alguns fabricantes já comercializam esses tecidos de forma “preparada” para telas. Isso quer dizer que receberam uma mão de gesso acrílico, ou outro tipo de “base” (veja post sobre bases). Inúmeros artistas adquirem esses tecidos e pintam diretamente sobre essa “base pronta”. Outros, dão uma nova demão de base por cima dessa, por inúmeros motivos. Alguns acreditam que essa base não é suficiente para isolar a pintura do tecido, outros, querem cobrir o desenho, e a “base pronta” geralmente é muito fina e “rala”. Existem ainda aqueles artistas que se recusam a adquirir o tecido já preparado, e somente adquirem em seu estado crú, sem nenhum tipo de preparação, ao natural. A opção por usar ou não usar um tecido “preparado” dependerá de qual resultado voce desejará para sua obra, ou, o quanto voce confia na “preparação” já existente no tecido.

8. Tecidos Tradicionais
8.1. Juta
O tecido chamado de Juta é encontrado em quase todo o mundo. Parecido com as propriedades do algodão, a Juta geralmente é um pouco mais rústica, mais escura e tende a aparecer no mercado com tecidos de trama muito larga, aparecendo diversos buracos indesejáveis. É possível encontrar tecidos de Juta que possuem a trama bem fechada, parecida com algumas tramas encontradas no linho, apresentando excelentes caracterícticas para a pintura.

 

Tecidos de Juta


Dependendo do fabricante, seu preço tende a ser similar ao do algodão, ou mais em conta. Muitos artistas preferem a Juta pois encorporam o desenho da fiação a obra final, pintando de maneira lisa, deixando-o transparecer. Os tecidos de Juta tendem a oferecer amarras entre os fios formando desenhos bem diferentes do tecido de algodão, que aparecem de longe.

8.2. Cânhamo ou Hemp
Feito a partir das fibras da planta Cannabis, era um tecido usado amplamente na idade média, pela facilidade do plantio, pela velocidade espantosa de seu crescimento e por seu preço baixo. Além dessas vantagens, a fibra do cânhamo é tão resistente e elástica quanto a do linho, e era considerada uma das melhores fibras para cordas, roupas e telas. Várias obras famosas dos Velhos Mestres, como Rembrandt, Rubens, Vermeer e outros foram pintados em tecidos de fibra de cânhamo. Com a ilegalidade da planta, sua comercialização foi extinta.

Cânhamo


8.3. Linho
Hoje, em alguns países europeus e até mesmo nos EUA, é possível, novamente, encontrar tecidos de cânhamo apropriados para a pintura, seus produtores são filiados a orgãos governamentais que controlam a finalidade do uso da planta. Além de suas excelentes qualidades, o cânhamo é muito procurado pela questão ambiental, pois é um tipo de plantação cultivada em qualquer tipo de solo, não agride o ambiente, auto-sustentável, cresce bem com adubagem orgânica (sem agrotóxicos), não exige máquinas poluentes para colheita, aproveita-se 100% de seu material biológico e outras propriedades ambientais notáveis. É a opção do artista ambientalista! A empresa
Hemp Traders é uma das mais famosas na comercialização de tecidos de câmanho para telas.

É o tecido para telas mais usado na europa e nos EUA, e o mais usado entre a pintura da antiguidade. Há um consenso entre artistas e restauradores de que o Linho é o único tecido aceitável para a fatura de suportes, preferêncialmente, o Linho da Bélgica. No entanto, gostaria de colocar uma certa ressalva: novamente, como em tudo na área dos materiais de pintura, é possível encontrar Linho de má e de boa qualidade, e o mesmo para qualquer tipo de tecido. É preferível confiar num tecido de Algodão que apresente bom número de fios por centímetro do que num Linho extremamente fino, principalmente se o tecido for usado para ser esticado no chassi e não colado em um painel.

Linho


No entanto, sem sombras de dúvida, continua a ser o tecido mais usado da história e aquele que passou pelas provas do tempo. Se voce não gosta de arriscar, e pretende investir num tecido confiável, o Linho é sua opção. A empresa
Utrecht é famosa pela qualidade e quantidade de tecidos de linho para artistas.O Linho tende a ser mais difícil de se esticar em telas do que o algodão, oferecendo maior resistência. É difícil tentar atribuir caracteristicas a esse tecido quando a variedade encontrada no mercado é tão vasta. Tive experiências diferentes com um rolo de linho que apesar de claramente ser mais resistente do que as peças de algodão, era muito mais elástico do que o algodão, tornando a experiência de esticá-lo no chassi algo muito fácil. Meses depois, uma peça diferente de linho ofereceu tanto trabalho para ser esticada, e tanta resitência, que a ferramenta de esticar telas (plyer) chegou a me ferir entre o polegar e o indicador durante o procedimento.

9. Tecidos “Modernos”
9.1. Algodão
No começo do séc. 20, o algodão começou a ser mais usado na pintura, e tornou-se o tecido padrão principalmente nos países menos abastados. Diferente do linho, o algodão vendido para ser usado em telas não oferece grande variedade de tramas e espessuras, permanecendo sempre relativamente similares. 

Outra característcia é que difícilmente encontra-se algodão com a trama fechada o bastante para resultar numa superfície de pintura mais lisa, tão procurada por pintores que possuem um estilo mais tradicional, como retratistas e outros estilos mais naturalistas. É um trabalho penoso, para quem deseja pintar numa superfície lisa, livrar-se da textura das tramas de um tecido com muitos poros, que geralmente insistem em permanecer através da pintura, principalmente nos casos de obras que foram pintadas de maneira muito lisa. Essa é uma das vantagens do linho sobre o algodão: é encontrado mais facilmente do que o algodão em tramas mais delicadas, tendo um aspecto mais liso sem tanta textura.

Tecidos Mistos


A lona é o mais famoso tecido de algodão usado nas telas prontas encontradas em qualquer loja de pintura aqui no Brasil. Amplamente comercializada como o tecido mais apropriado para as telas de pintura. Embora “apropriado” possa ser um termo subjetivo. Quem julga o que é apropriado é sempre o artista, e não a indústria ou o fabricante. Portanto, fica a cargo do artista se as características da lona são apropriadas para seu estilo de pintura.

Uma segunda opção, a lonita é outro tipo mais incomum, pode ser encontrada feita de algodão puro ou misturada com outros fios. Essa é uma outra opção para artistas que desejam um tecido de trama mais fechada do que a lona, mas não tão cara quanto o linho. A lonita tende a ser mais fechada e mais elástica do que a lona, e em alguns casos pode lembrar a estética de superfície do linho.

Durante muito tempo, acreditou-se que o algodão era um tecido muito suscetível a absorção de humidade. Um tecido que absorve humidade facilmente pode apodrecer mais rápido e também sofrer alterações em seu tamanho, contraindo e expandindo, comportamento nada desejável a uma pintura. Portanto o linho ainda reina como o tecido ideal nas artes.

Com a evolução das investigações sobre materiais artísticos no campo da restauração, alguns pesquisadores chegaram a conclusões muito interessantes a cerca da “superioridade” do linho, significando uma boa notícia para muitos artistas. As estruturas de fibras do linho são mais longas que as do algodão, absorvem e expelem menos humidade, mas segundo estudos recentes do ICA Art Institute, concluiu-se que envelhecem de forma similar. Isso quer dizer que a longo prazo, ambos tecidos apresentarão as mesmas vantagens e desvantagens, colocando-os basicamente num mesmo patamar. Uma boa marca de tecido de algodão para telas é a Fredrix.

9.2. Polyester e Nylon
Os tecidos mais recentes a serem usados no campo da pintura são de natureza sintética, feitos com cerdas derivadas de plásticos elásticos e flexíveis. Na teoria, sua caracteríctica que tende a ser pouco higroscópica fariam dos sintéticos os tecidos perfeitos para serem usados para a pintura. Isso quer dizer que são tecidos com baixo ou nenhum índice de absorção de humidade, fazendo com que as fibras não modifiquem seu corpo com as mudanças climáticas. No entanto, são materiais ainda muito jovens, e não há estudos complexos que mostrem os resultados a longo prazo deses suportes, diferente dos tecidos naturais que possuem uma longa história dentro das artes. Sabemos no entanto de alguns problemas desse tipo de tecido. 

Uma pergunta crucial quando tratamos sobre tecidos usados na pintura é como ele se comportará a longo prazo, será que ele pode continuar boa aderência a tinta e elasticidade o bastante? Por certo todos os tecidos usados na pintura tradicional (naturais) eram absorventes, mas os tecidos sintéticos não são tão absorventes quanto os naturais. Esse não é um problema grave, mas oferece uma diferença entre os materiais, podendo apresentar comportamentos diferentes de quando se aplica uma base de gesso por exemplo, o grau de absorção não é o mesmo. Quanto a durabilidade da elasticiade, sabemos como as telas de cânhamo e linho envelhecem depois de 600 anos, e até mais velhas do que isso. Sabemos que o algodão, sendo uma fibra natural, não apresenta resultados tão díspares quanto o linho, mas pouco tempo se passou desde que os primeiros artistas começaram a pintar em tecidos sintéticos.

A qualidade desses tecidos estará relacionada ao método de fabricação, pois existem uma série de métodos que resultam em elasticidades muito diferentes. Enquanto alguns tecidos sintéticos podem envelhecer e tornarem-se extremamente duros e quebradiços, outros podem resistir mais ao tempo, oferecendo uma melhor opção ao pintor. Infelizmente, o caso dos sintéticos é muito mais complexa do que dos naturais e a diferença entre eles é extremamente maior do que quando tratamos de tecidos naturais. Nesse caso, é necessário que o artista compre várias amostras e faça testes. 

O uso desses tecidos cresceu bastante, principalmente nos EUA, mas os naturais, como o algodão e o linho, ainda representam a grande maioria. As formas mais encontradas de tecidos sintéticos, usadas para a pintura, são o polyester, nylon e o rayon, sendo o polyester o mais recorrente.

9.3. Tecido Misto (Sintético/Natural)
Algumas empresas fazem o uso da mistura de fibras para criar tecidos mistos, que geralmente envolvem uma fibra sintética e outra natural, para criar tecidos de vários tipos de resistências, texturas e elasticidade de maneira econômica. Esse tipo de tecido sempre foi visto da mesma maneira do que os tecidos sintéticos. Tive uma excelente experiência com um tecido 50% algodão e 50% polyester. Mais fácil de esticar no chassi do que o linho ou o algodão devido a sua elasticidade perfeita, muito resistente, muito leve, o desenho das tramas era praticamente nulo e o preço muito convidativo. Diversas telas foram pintadas nesse tecido e por muito tempo considerei como meu tecido predileto.

Novamente, o uso desse tipo de tecido, assim como os sintéticos puros, é por conta e risco do artista. Desde que ouvi algumas esparsas opiniões sobre esse assunto, começei a ter certas ressalvas quanto ao seu uso. Um dos pesquisadores da ICA Art Institute é da opinião de que os tecidos mistos de algodão e polyester são os piores a serem usados. Teoricamente, a mistura de diferentes fibras gera absorção desigual criando tensão nas fibras.

Nossos testes com tecidos mistos revelaram que esse tipo de tecido envelheçe de forma dura e quebradiça, oferecendo riscos para a integridade da tela. Um grande rolo de tecido misto foi usado para testes em 2010 e apesar dos testes pequenos terem sobrevivido, os testes maiores mostraram estar perigosamente quebradiços quando esticados em chassis a ponto de rasgarem muito facilmente caso haja uma batida na superfície da tela. Não recomendamos o uso desse tipo de material.

10. Conservação
É muito importante lembrar que apesar de todos os estudos nos apontar científicamente quais os materiais mais adequados, os estudos ficam cada vez mais profundos e novas informações estão sempre vindo a tona. O que era certeza pode deixar de ser num piscar de olhos. 

A opção certa pelo material certo não é total garantia de longevidade. Muitos fatores entram na lista de coisas que causam dano a uma pintura. Usar o mais caro linho belga como tecido de tela é certamente mais garantido do que fazer uso de um algodão barato, mas manter a obra bem conservada é tão importante quanto a qualidade do tecido.

Há a apossibilidade do dano não estar relacionado com a qualidade ou procedimento do material, como no caso do tecido, mas sim, com o que se fez com esse material, isto é, como a tela é esticada, como se aplica a base de gesso, como a obra foi pintada e outros procedimentos.

11. Conclusão
Hoje, a opinião geral ainda é a de que os tecidos naturais são mais resistentes a longo prazo do que os sintéticos. Entre os naturais, o linho é mais resistente em curto prazo do que o algodão, apesar de a longo prazo ambos tornarem-se quebradiços da mesma forma. O cãnhamo é tão resistente, se não mais, do que o linho, enquanto a juta é possivelmente o tecido mais quebradiço entre as opções naturais, devendo ser evitada. De maneira geral, é melhor fazer uso de tecidos naturais e evitar os sintéticos, principalmente o uso de tecidos mistos (mistura de natural com sintético).

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BIBLIOGRAFIA  
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
MOTTA, Edson; SALGADO, Maria; Iniciação a Pintura; Editora Nova Fronteira; 1976.
DOERNER; Max; The Materials of the Artist and Their Use in Painting; 1921.
EASTLAKE; Sir Charles Lock; Methods and Materials of Painting of the Great Schools and Masters; Dover; 1847.  
GOTTSENGEN, Mark David; Painters Handbook; Watson-Guptill; 2006.
AMIEN; Art Materials Information and Education Center; 2013.

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