Brancos

O tubo de tinta branca é geralmente o primeiro a acabar. Com o branco, não pinta-se somente as áreas de luzes de nosso tema, nesse caso usando-o puro, mas ele também é adicionado a outras cores para ajustar valores e muitas vezes como base para aqueles que desejam um suporte menos absorvente. É comum que o pintor, em suas inúmeras visitas a uma loja de tintas, sempre compre um tubo de suas cores mais usadas e invariavelmente dois ou três tubos de branco extras. Por todos esses motivos, é uma das cores mais usadas na paleta de qualquer pintor e sem ele, não há pintura.

 

Para o pintor que está começando, ou para aqueles que migram de outros meios como por exemplo a aquarela, pode parecer estranho que a cor branca possua inúmeras variantes na tinta a óleo. Isso se deve por que há pequenas variações de temperatura, diferenças de corpo, reologia e transparência. É importante entender que cada branco, na tinta a óleo, serve a um propósito, e que cada um possui um comportamento que pode fazer diferença durante a pintura. No caso das tintas brasileiras, temos ainda poucas opções, mas quando tratamos das inúmeras linhas de tintas estrangeiras, o assunto muda de figura, e há pouco material em português que esclareça esse assunto de forma prática e compreensível. Veremos a seguir, as suas principais variantes, em ordem cronológica.

PW1 – Branco de Chumbo 

(Bianco di Roma; Bianco di Piombo; Lead White)
Composto de carbonato de chumbo, é um dos pigmentos mais antigos conhecido pelo homem e seu uso pode ser traçado desde os primórdios do império romano. Se consagrou como o branco usado pelos pintores da antiguidade, sendo o único branco nas paletas dos cânones da pintura da era de ouro. Não é por menos, pois o Branco de Chumbo, de todos os brancos, é o pigmento com maior personalidade, única. A estrutura química e molecular única do carbonato de chumbo confere a ele uma elasticidade espantosa, e não há como alcançar esses efeitos com outro pigmento. Nenhum substituto moderno consegue simular seu comportamente de corpo (expressividade e reologia). É por esse motivo, que mesmo tratando-se de um pigmento tóxico, pintores contemporâneos tem voltado a pintar com esse pigmento, vendido por lojas estrangeiras de tintas que voltaram a comercializá-lo e produzí-lo de forma artesanal. O método mais famoso de fatura desse pigmento é o método holandês, conhecido como “processo de empilhamento holandês” (Dutch Stack Method) ou simplesmente por “processo holandês”. Consiste em recolher o pó resultante da corrosão de placas de chumbo (usadas em variados formatos dependendo do produtor) pelo vinagre, que é evaporado pelo calor produzido por esterco. As placas ficam dentro de potes de cerâmica enterrados em valas de terra recheadas de esterco, formando “andares” ou “pilhas” de potes, daí o nome do processo . Hoje em dia, assim como no começo do séc. 19, algumas empresas usam um processo diferente para a produção do carbonato de chumbo, e ainda é necessário estudos que nos digam se os diferentes métodos resultam em alguma diferença expressiva nos produtos. Há quem diga que existe certa diferença, pois as qualidades e quantidades de impurezas encontradas no carbonato de chumbo certamente são diferentes dependendo do método que se aplica para produzí-lo. 


 
Branco de Chumbo artesanal

 

Na maior parte das fontes bibliográficas de pintura é possível encontrar a informação de que esse pigmento possui uma das secagens mais rápidas da pintura a óleo, no entanto, a recente pesquisa do holandês Tumosa mostra que a secagem rápida pode estar relacionada com outras substâncias contidas no carbonato de chumbo, impurezas que podem influenciar nesse sentido, e sugere que as propriedades secativas do chumbo nem sempre são superiores as de outros metais, como por exemplo, o cobalto. Portanto na teoria, nem todo Branco de Chumbo secará de maneira rápida, podendo haver drásticas variações no tempo de secagem dependendo dos constituintes de suas impurezas. Pelo mesmo motivo, o Branco de Chumbo pode apresentar pequenas variantes de cor, mais amarelados ou mais brancos. Todos eles no entanto apresentam temperatura cromática mais quente do que qualquer outro branco, fenômeno muito apreciado pelos pintores. Quando usado em grande quantidade, com o pincel bem carregado, possui grande poder de cobertura e opacidade, e quando usado em pequena quantidade, com o pincel pouco carregado, torna-se muito transparente, uma qualidade polivalente. O maior problema do Branco de Chumbo é sua sensibilidade aos gazes que apresentam traços de sulfeto de hidrogênio, que pode escurecer o pigmento. No entanto, uma parcela imensa dos quadros da antiguidade foram pintados com esse pigmento, e somente nos casos de pinturas que tiveram contato abundante com esses gases sofrera alteração. Trata-se de um pigmento de excelente permanência e elasticidade estupenda. Existe uma certa relutância quanto ao uso de tintas a base de chumbo na pintura, e certamente deve-se tomar muito cuidado principalmente com o pigmento em pó, para não aspirá-lo enquanto se faz a tinta, não pode haver ingestão ou contato do pigmento com a corrente sanguínea. É sempre necessário que o pintor lave sempre as mãos ao término de sua sessão de pintura e evite sujar-se com essa tinta.

 

Embora seja possível traçar a história sobre as variações de nomes de um pigmento, é necessário lembrar que durante anos os fabricantes davam o nome que bem entendiam as suas tintas, de modo que não é incomum encontrar empresas que mudavam o nome de uma receita tradicional por inúmeros motivos comerciais. As próximas tintas apresentadas nesse artigo tiveram tanto suas receitas quanto seus nomes trocados em diferentes épocas por diferentes fabricantes. Quando tratamos sobre os brancos a base de carbonato de chumbo (Branco de Chumbo), temos uma verdadeira confusão de nomes e componentes. Como resultado, hoje podemos encontrar derivados de Branco de Chumbo que levam os seguintes nomes: Lead White, Flemish White, Flake White, Dutch White ou Cremnitz White. Portanto, é importante que se saiba o “passado” de cada tinta e sua composição “genérica”, mas devido as mudanças de nomes e composições de marca para marca é preciso estar atento a sua composição, nunca se sabe quais são seus componentes até que se leia no rótulo. Para o pintor “purista” que quer pintar com o Branco de Chumbo que mais chegue próximo aquele usado pelos Velhos Mestres, basta procurar em sua composição se a tinta é feita somente com Carbonato de Chumbo (PW1), de preferência, pelo método de empilhamento holandês, independente do nome da tinta (Flake, Cremnitz, Dutch, Lead, Foundation, Quick Dry, etc).

PW1 – Cremnitz White
O nome é uma alusão a um famoso processo de fabricação de Branco de Chumbo, produzido nas cidades austríacas de Krems e Kormeritz, o nome da tinta tornou-se uma corruptela do nome de uma dessas cidades (Krems). Basicamente, Cremnitz White é Branco de Chumbo (PW1), no entanto, o verdadeiro Cremnitz White é feito pelo mesmo processo local de Krems. O processo austríaco é diferente daquele que usa esterco, ao invés disso, usava-se a queima de carvão. Algumas fontes indicam que a estrutura cristalina formada pelo processo é diferente da estrutura formada pelo velho método (Branco de Chumbo clássico), causando uma certa diferença no produto final. Algumas fontes, como Gettens e Stout, consideram-o mais branco, denso e cristalino do que o Branco de Chumbo comum. Apesar do Cremnitz White verdadeiro ser produzido com o calor de carvão em brasa, e das fábricas dessas cidades terem sido desativadas no começo do séc. 19, por conta da fama que o verdadeiro Cremnitz White ganhou, muitos fabricantes hoje usam seu nome para seu Branco de Chumbo, independente do processo pelo qual ele foi produzido. O Cremnitz White, como toda tinta com traços de chumbo, é venenoso.

Marcas que usam o nome Cremnitz White e suas composições:
Michael Harding´s (#01) – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Michael Harding´s (#02) – Carbonato de Chumbo (PW1) e Óleo de Nozes.
Old Holland – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça prensada a frio.
Winsor & Newton – Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Óleo de Papoula. 

 

 

Cremnitz White da Michael Harding´s

PW4 – Branco de Zinco
(Zinc White)

O Zinco é um mineral conhecido há tempos remotos, e muito usado desde quando o homem começou a produzir o latão (liga de zinco e cobre). Em 1782, o Óxido de Zinco começou a ser usado como um substituto do Branco de Chumbo, mas há uma diferença grande entre os dois, pois o pigmento é o branco mais transparente que existe. Por isso, o Branco de Zinco é melhor para veladuras e para criar efeitos de transparência do que para ser usado como um pigmento de cobertura. Recentemente, pesquisas mostraram que é um pigmento quebradiço, formando uma película que tende a rachar com mais facilidade do que outros brancos. Películas formadas por Óxido de Zinco e óleos secantes com baixa concentração de ácido linolênico, como o óleo de nozes ou papoula, são extremamente quebradiças. Para dar estabilidade ao pigmento, recomenda-se que ele seja misturado a outros brancos, como o Branco de Chumbo e o Branco de Titâneo, e nunca usado sozinho. O Branco de Zinco não é um pigmento venenoso. A maioria das marcas nacionais e estrangeiras possuem o Branco de Zinco disponível.

 

 
Branco de Zinco da Old Holland


PW1/PW4 – Flake White
Embora esse nome também seja usado para comercializar o Branco de Chumbo, ele também foi usado para descrever uma receita em especial que consistia numa simples mistura de Branco de Zinco e Carbonato de Chumbo. Certamente, quando o artista dispoem de ambos os pigmentos em tubos separados, ele poderá produzir essa variação em sua paleta, misturando ambos com uma espátula. As empresas que produziam esse branco o faziam com o objetivo de baratear o custo da fatura de um Branco de Chumbo (menos carbonato de chumbo, mais zinco). Outras empresas faziam a mistura pois pretendiam oferecer um branco mais frio ou neutro do que o Branco de Chumbo tradicional. Algumas antigas marcas de Branco de Chumbo eram chamadas de Flake White, pois o carbonato de chumbo tende a descascar em flocos (flakes) das placas quando produzidos, daí o nome da tinta. Com o tempo, a mistura do branco de zinco ao carbonato de chumbo tornou-se a formula padrão das tintas que levam o nome de Flake White. De qualquer forma, apesar de ser um Branco de Chumbo “adulterado”, hoje, o nome também é usado para a comercialização do Branco de Chumbo clássico sem o Zinco. Portanto, preste atenção. Há disponíveis vários tipos de Flake Whites. Alguns levam somente carbonato, outros levam carbonato e Branco de Zinco, outros levam Sulfato de Chumbo. Algumas empresas não divulgam qual os componentes de suas tintas, e a maioria dos Brancos de Chumbo de hoje (não necessariamente com o nome Flake White) possuem uma parcela de Branco de Zinco.

 

Marcas que usam o nome Flake White e suas composições:
Michael Harding´s – Carbonato de Chumbo (PW1) e Óleo de Nozes.
Michael Harding´s (#01) – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Blockx – Carbonato de Chumbo (PW1) e Óleo de Papoula.
Daler-Rowney – Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Óleo de Cártamo.
Gamblin (Replacement) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
Grumbacher – Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
Lefranc & Bourgeois (Flake White Hue) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Cártamo.
Old Holland – Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça prensado a frio.
Vasari – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Williamsburg – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Winsor & Newton – (No. 1) – Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
Winsor & Newton – (Hue) – Titâneo (PW6) e Linhaça.

 

Flake White artesanal da Williamsburg
 

PW2, PW2/PW4 ou PW1 – Flemish White
Mais uma vez, esse é um outro nome para o Branco de Chumbo, mas durante algum tempo, o nome Flemish White foi usado para um branco a base de Sulfato de Chumbo, Óxido de Zinco e em outros casos, Magnésia, embora uma ou outra marca use somente o Sulfato. A vantagem entre o Carbonato e o Sulfato de Chumbo é que ele não é tão sensivel a poluentes e ao sulfeto de hidrogênio, mas demora mais a secar, tem menor poder de cobertura e é menos elástico, sem a mesma personalidade do original. Durante muito tempo, essa mesma receita foi chamada de \”Branco de Chumbo Atóxico\”,o que certamente atraía pintores preocupados com sua saúde, e esse fato tornou-o muito popular. Mas o Sulfato de Chumbo também é venenoso se ingerido em excesso, apesar de ser menos nocivo do que o Carbonato de Chumbo. Uma das únicas empresas que ainda produz o Flemish White com base em Sulfato de Chumbo, é a Studio Products/Cennini e a Natural Pigments, a maioria das outras empresas que usam o nome produzem na verdade um Branco de Chumbo (Lead White) clássico.

Marcas que usam o nome Flemish White e suas composições:
Studio Products/Cennini – Sulfato de Chumbo (PW2) e Linhaça.
Occhuzzie – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Blue Ridge – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Natural Pigments – Sulfato de Chumbo(PW2) e Linhaça.
Robert Doak – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Utrecht – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.

 

Flemish da Utrecht
 

PW6 – Branco de Titâneo
(Bianco di Titaneo; Titanium White)
Devido ao alto risco de envenenamento dos trabalhadores das fábricas de branco de chumbo, um substituto verdadeiramente atóxico do pigmento começou a se mostrar necessário. Em 1821, o Díóxido de Titâneo começou a ser testado como seu substituto moderno. Por volta de 1916, ele já começava a despontar como o pigmento branco mais polivalente da história, e hoje de fato, tornou-se o pigmento “padrão” para a cor branca para todos os tipos de tintas. Com poderosa cobertura, atóxico e de preço econômico, o Branco de Titâneo é um branco polivalente e pode prestar praticamente qualquer tipo de serviço na pintura a óleo, apesar de não ter a mesma temperatura e personalidade de corpo do Branco de Chumbo. De secagem moderada para lenta (dependendo da quantidade de óleo usada), é ideal para áreas da pintura onde necessitamos forte cobertura de branco, sendo mais poderoso em opacidade do que o Branco de Chumbo. Seca formando uma película duradoura, porém um pouco esponjosa, possui grau de permanência excepcional, não é venenoso e costuma ter temperatura de cor neutra ou levemente fria. Hoje em dia, 90% das empresas de tintas adicionam uma pequena porcentagem de óxido de zinco ao óxido de titâneo, portanto, todo Branco de Titâneo é na verdade um PW6/PW4, embora a quantidade de zinco seja ínfima. A maioria das marcas nacionais e estrangeiras possuem o Branco de Zinco disponível.

 

 
Branco de Titâneo da Lukas

PW4/PW6 – Branco de Prata 
(Transparent White, Mixed White, Silver White)
A Lefranc, Blockx e a Holbein são as únicas empresas que produzem um Branco de Chumbo com o nome Silver White. O restante das empresas, como a Corfix no Brasil, e outras marcas estrangeiras, possuem em sua paleta um Silver White que é uma mistura de Branco de Zinco com Branco de Titâneo. A Corfix chama essa tinta de Branco de Prata, e a Talens (Rembrandt) de “Transparent White”. Não vejo muita vantagem da inclusão dessa cor em qualquer paleta, e a mesma tinta pode ser feita pelo artista ao misturar esses pigmentos separadamente. Apesar de não existirem muitos relatos sobre problemas com o Branco de Titâneo puro, há uma teoria entre os artistas de que a combinação do Branco de Zinco com o Branco de Titâneo é perfeita, pois eles complementam-se. O Branco de Titâneo é esponjoso e elástico, o Branco de Zinco é duro e quebradiço. Os pigmentos juntos dão uma combinação estável e balançeada. No entanto, é somente uma teoria, e nunca li nenhuma fonte que relate problemas com o Branco de Titâneo, embora a deficiência do Branco de Zinco seja bem conhecida. Em todo caso, a combinação do Branco de Prata teria a vantagem de “neutralizar” a deficiência de ambos.

 

Marcas que usam o nome Silver, Transparent ou Mixed White e suas composições:
Willamsburg (Silver) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
Corfix (Prata) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
Winsor & Newton (Transparent) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
Talens Rembrandt (Transparent) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Linhaça.
Holbein (Silver) – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Lefranc (Silver) – Carbonato de Chumbo (PW1) e Cártamo.
Blockx (Mixed) – Carbonato de Chumbo (PW1)/ Zinco (PW4) e Linhaça.

 
Silver White da Holbein
 

PW4/PW6 – Foundation White 
(Quick Drying White)
Apesar do nome Foundation White ter sido usado por algumas empresas para comercializar o Branco de Chumbo, atualmente é um nome usado para descrever brancos com secagem rápida. O nome Foundation (fundação) é uma alusão ao uso desse branco como base para telas ou para o underpainting, pois a secagem rápida é ideal para as “fundações” da pintura. É possível encontrar diversos componentes diferentes para esse nome de branco, mas atualmente, os brancos a base de resinas alquídicas parecem ser os mais abundantes no mercado.

Marcas que usam o nome Foundation, Underpainting ou Quick Dry White e suas composições:
Holbein (Foundation White) – Carbonato de Chumbo (PW1) e Linhaça.
Holbein (Quick Drying White) – Titâneo (PW6)/ Carbonato de Cálcio e Resina Alquídica.
Gamblin (Quick Dry White) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Resina Alquídica.
Grumbacher (Underpainting White) – Titâneo (PW6)/ Zinco (PW4) e Resina Alquídica.
Michael Harding´s (Foundation White) – Chumbo (PW1)/ Titâneo (PW6) e Linhaça.
Winsor & Newton (Foundation White) – Chumbo (PW1)/ Zinco (PW6) e Linhaça.

 

Foundation White da Winsor & Newton
 
 
A tinta branca a óleo talvez seja uma das cores com maior diferença de nomes e formulas de marca para marca. Os nomes e formulas apresentados aqui compreendem os mais conhecidos e usados, mas existem outros no mercado, assim como outras formulas e nomes diferentes foram usados no passado e que hoje não são mais usados. Para evitar qualquer confusão, sugiro que o artista compreenda o comportamento de cada substância contida nos brancos, e procure pelas informações de formulação da tinta contida nos rótulos. Caso não haja nenhuma informação no rótulo, entre em contato com a empresa por e-mail.

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BIBLIOGRAFIA
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
MOTTA, Edson; SALGADO, Maria; Iniciação a Pintura; Editora Nova Fronteira; 1976.
DOERNER; Max; The Materials of the Artist and Their Use in Painting; 1921.
EASTLAKE; Sir Charles Lock; Methods and Materials of Painting of the Great Schools and Masters; Dover; 1847.
LAURIE; A.P.; The Painter´s Method´s and Materials; Dover; 1967.
AMIEN; Art Materials Information and Education Center; 2011.

57 Comments

  1. boa tarde Marcio, Edgar Walter é um nome bem famoso na paisagem Brasileira, seus trabalhos são datados entre 1960,70 80 ou alguns antas disso, não sei qual as cores de sua paleta, mas a julgar pela época em que pintava deve ter sido um grande usuario do branco de chumbo,Lucian Freud não pintava sem o branco de chumbo, eu não conheço pessoalmente nenhuma obra de Edgar Walter,você conhece alguma ou sabe mais ou menos as cores usadas por esse famoso artista? abraço.

  2. Tenho muitos problemas com o branco de titânio da marca gato preto, fica quase sempre amarelado… o de zinco substituiu bem…. nunca tive problemas de rachaduras nas pinturas, mas fiquei preocupado pois gosto de utilizar muita tinta para efeito relevo… alguma dica?

  3. A única dica que poderia dar é o óbvio: se voce tem problemas com a marca já deveria ter mudado, a Gato Preto é uma marca de qualidade inferior a Acrilex e a Corfix, portanto recomendo que use uma dessas duas últimas marcas. Quanto ao uso do Branco de Zinco, recomendo que leia as problemáticas do material nesse artigo. Abraço!

  4. O que significa a tinta ter dois números, como por exemplo, azul cobalto pw6, pb29 se pelo que entendi a segunda letra é o nome da cor em inglês? Pw6 na cor azul cobalto? Muito grata! Cris Rosa

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