Durante a idade média uma espécie de cola com uma consistência similar ao cimento era usada para juntar peças grandes de madeira e formar um grande painel. Quando um painel muito grande de madeira era necessário, mas nenhum corte de madeira no tamanho desejado havia disponível, uma cola feita de queijo magro embebido em água e cal (hidróxido e óxido de cálcio) era empregada. Essa cola é famosa por endurecer como cimento, muito eficaz para superfícies porosas, em especial a madeira, de fato, tão eficaz que a indústria aeronáutica usava de uma versão parecida para fixar partes de planadores e pequenos aviões.
Nos ateliês, a cola de pele de coelho é a mais famosa, pois a elasticidade das substâncias encontradas na pele do animal é consideravelmente superior as outras. Sendo a cola mais citada nos manuais de pintura, seu uso é notório principalmente entre os grandes mestres italianos. Em segundo lugar, a cola de pele de ovelha, sendo essa, uma das mais raras no Brasil. Hoje, quase todas as colas de pele são produzidas com colágeno bovino.
Todas as colas animais desprendem um cheiro forte e desagradável, principalmente quando aquecidas. O cheiro costuma ser mais suave quando os pedaços da placa são colocadas para descansar por 24 horas na água. Esse mesmo cheiro costuma perder intensidade, mas perdura durante meses mesmo quando a cola já foi usada na tela ou no painel. Ela é aplicável em quase qualquer tipo de madeira (substituindo a cola de sapateiro), cartolina, papel e em outros materiais porosos. Era comumente usada por marceneiros que trabalhavam com peças artísticas, luthiers e artistas. Alguns fornecedores de cola animal possuem colas com diferentes consistências, diferenciadas pela “grama bloom”. Variando entre 60 a 800 gramas bloom, quanto maior a gramatura, mais consistente é a cola. Para o uso em painéis artísticos, qualquer cola superior a 500 erá satisfatória.
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| Cola de Peixe |
Ela se liquefaz com maior facilidade do que as outras colas, e é a única que geralmente pode ser encontrada em forma líquida, apesar de também ser encontrada em pedaços. Os restauradores parecem ter certa dificuldade em discernir quando uma cola usada pelos grandes mestres era feita de pele ou cartilagem de peixe, e acabam certificando o material usado somente como cola animal. Isso torna difícil uma pesquisa que aponte qual a éverdadeira preferência entre os mestres da antiguidade.
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| “Pearl Glue” e “Bone Glue” |
Um dos tipos mais limpos e cristalinos de cola animal moderna é chamada de “pearl glue” (cola de pérola), constituindo uma das melhores colas animais disponíveis no mercado, em termos de transparência, aderência, consistência, elasticidade e cor. Esse tipo de cola não é encontrada aqui, e é comumente fabricada nos EUA.
1.7. Cola Coqueiro
No Brasil a cola animal amplamente usada chama-se “cola coqueiro”. Ela se popularizou com os luthiers que constroem e restauram instrumentos musicais. Nenhum dos fabricantes desse tipo de cola costuma especificar exatamente qual sua procedência e invariavelmente é chamada de “cola derivada de colágeno animal”. Penso que na maioria dos casos é possível que contenham absolutamente qualquer tipo de cartilagem e ossos: suíno, bovino e até galináceo, no entanto, acredito que a cartilagem bovina seja a principal substância encontrada na maior parte dessas colas. A cola coqueiro tem a mesma cor das colas animais (marrom escuro), cheiro forte e desagradável, e comercializada hoje em formato triturado. É substancialmente mais barata do que qualquer cola animal (importada) indicada para as artes e geralmente não chega nem a 1/4 de seu preço.
1.8. Gelatina
A gelatina comum, encontrada em qualquer supermercado, também pode ser usada na pintura, pois trata-se de exatamente a mesma substância, de forma mais “limpa” e selecionada. Mas ela deve ser aquela em folhas, para que a concentração de colágeno seja alta, caso contrário, não haverá força suficiente para agir como cola ou veículo. Também deve ser incolor, pois as coloridas possuem corantes. Sempre dê preferência as marcas mais tradicionais.
É comum encontrar referências em livros de pintura para que usemos somente a gelatina em folhas. Certamente ala se desmancha mais rapidamente, “empelotando” menos, mas a gelatina em pó, apesar de parecer mais grosseira, depois de líquida consiste em basicamente o mesmo produto. A gelatina industrial (a do supermercado) vem da mesma matéria prima das colas: proteína animal. No entanto, para sua versão de gelatina comestível, a proteína passa por vários procedimentos químicos e mecânicos de limpeza, purificação, filtragem e clarificação, para que resulte num produto límpido e inodoro.
Ela forma uma cola não tão eficiente, pois é menos elástica do que as colas de pele. Para que a cola de gelatina “industrial” alcançe a viscosidade e o poder de adesão das colas de pele, é necessário uma grande quantidade de folhas ou pó para que uma quantia razoável seja feita, quando comparada as colas animais escuras e não processadas. No entanto, por ser achada em qualquer lugar, muitas vezes é nossa única opção. Uma de suas vantagens é a ausência de odor, a cor extremamente transparente e a ausência total de impurezas.
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| Cola Animal: diversos formatos e cores |
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| Gelatina em folhas e Placa de Cola de Pele de Coelho |
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| Formatos mais atuais |
A cola coqueiro, hoje, também é comercializada triturada, parecendo areia com grãos grandes, mas antigamente era comumente encontrada em placas. Com exceção da gelatina, todas as colas animais são de cor marrom, desde um marrom muito claro e esbranquiçado até os mais escuros.
2. Cola Sintética
A cola de PVA, também chamada de cola de cascorez, ou cola branca, é uma substância sintética que também pode servir para a pintura. Alguns restauradores dizem ter preferência pela cola PVA pois teoricamente a mesma absorve menos humidade, fazendo com que a tela que fora isolada sofra menos alteração, pois ela expande e contrai menos. Não há nenhum tipo de estudo que comprove essa afirmação. Uma de suas grandes vantagens é a ausência de odor e a simplicidade em seu uso: não é necessário qualquer tipo de preparação, aquecimento ou outro procedimento, só é abrir o tubo e usá-la. Prefira as colas PVA que possuam PH negativo. Ela possui menos corpo e menos aderência do que as colas animais, e difícilmente se encontra algum tipo de cola PVA que seja menos líquida e mais encorpada. Na impossibilidade de se obter cola PVA com ph neutro, a adição de leite de magnésia a cola é necessário para manter o ph mais neutro.
3. Uso e função das Colas
Existem inúmeras funções que as colas podem exercer. Suas duas e mais importantes funções são:
a) Servirem como aglutinante para fazer tinta. As melhores colas orgânicas para fatura de tinta ou veículos são feitas com a proteína do ovo, enquanto para se fazer bases para pintura e agirem como isolantes, é certamente a cola de pele.
b) Como isolante, uma camada que isola a pintura do contato direto com o suporte, evitando que ele apodreça e também tornando o suporte menos absorvente. Basta aplicar algumas demãos de cola sobre o tecido ou sobre a madeira. Alguns artistas chamam esse procedimento de “encolagem”.
A cola também serve para ser misturada com algum agente inerte e fazer a “base”, servindo nesse caso como aglutinante, ou “fixador. Misturando as colas com gesso e derivados de calcite, temos a “base” que cobrirá o tecido. Para a fatura de bases, use somente as colas animais misturadas aos derivados de calcite ou o gesso acrílico puro. Não há necessidade de usar a cola PVA como adição a base de pintura. A cola PVA é indicada somente para a encolagem e não para a base, enquanto as colas animais servem para ambos (encolagem e base)
Ela também é usada para fixar o chassi sobre a placa que formará o painel (veja o post sobre painéis), quando o procedimento de colagem é feito adequadamente, pode dispensar os pregos. Para essa função, qualquer uma desas colas servirá, com exçeção do mordente. Veja no próximo post como se dá o preparo adequado das colas de origem animal.
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BIBLIOGRAFIA
THOMPSON, Daniel V. The Materials and Techniques of Medieval Painting; Dover; New York.
LAURIE; A.P.; The Painter´s Method´s and Materials; Dover; 1967.
MAYER; Ralph; Manual do Artista; Martins Fontes; 1950; 1957 e 1970.
EASTLAKE; Sir Charles Lock; Methods and Materials of Painting of the Great Schools and Masters; Dover; 1847







Oi Marcio, eu posso esticar a tela só depois da: encolagem (PVA), base (gesso acrílico) e a pintura (óleo)? Ou corro o risco de craquelar?Obrigado. Luciano Reston
Olá Luciano. Excelente pergunta. Vejo muitos artistas esticando o tecido depois que foi pintado, isso é um hábito bem comum, principalmente para o pessoal que pinta obras bem grandes, mas a maioria que vi fazendo isso sem problemas não faz encolagem e não passa base, pintam direto no tecido. Se voce fizer encolagem e decidir passar a base antes de pintar, sugiro que o faça no tecido já esticado no chassis, é sempre mais garantido. Já vi alguns artistas americanos que fazem a encolagem e no máximo uma demão somente de gesso acrílico, bem fino, depois, uma demão de tinta óleo branca (branco de chumbo), e depois esticam na tela. Dessa maneira, é um pouco mais seguro. Caso opte por isso, é sempre bom não forçar muito o tecido. Lembre-se que quanto mais demãos de gesso acrílico, mais arriscado é o processo. Uma boa saída pode ser o uso de um tecido com uma trama bem fechada, pois dessa maneira, não é necessário gesso para fechar os poros. Um abraço!
Oi Márcio, existe também a possibilidade de trabalhar com o óleo só em cima da encolagem (Pva) e esticar antes da tinta secar? Eu estudei no Parque Lage (EAV, RJ) e lá nós preparávamos a tela (encolagem e base) com 50% de tinta branca PVA + 40% cola PVA e 10% de àgua, uma o duas demãos, pintávamos (óleo ou acrílica) e só depois esticávamos.Percebo hoje que algumas cores nas obras craquelaram (eu chegava a usar 50% de medium antes de ler o seu post)e pior mofaram e ai eu taquei formol que melhorou pelo menos momentaneamente (é isso mesmo tratar mofo com formol?) Obrigado e um abraço!
Olá Anônimo. Na teoria, a cola PVA não tem problema algum. Mas, sendo um material ainda muito jovem, não é exatamente um material tradicional, que passou pelo \”teste do tempo\”, como a cola animal. Só realmente saberemos como essas telas envelhecem em 50 ou 100 anos. Muita gente tem usado SOMENTE cola PVA para encolagem ou isolamento (sem tinta PVA). Você já viu uma lâmina de cola PVA depois de seca? Experimente colocar um pouco da cola num vidro e deixe secar. Verá o que digo. Me parece um material muito poroso e extremamente mole. A mistura com a tinta PVA me parece uma idéia melhor do que o uso de somente a cola. Somente um ponto importante: a cola PVA deve ser de PH neutro, para não correar o tecido. Pessoalmente, prefiro a cola animal.Esticar depois me parece um procedimento delicado. Esticar antes da tinta secar (da encolagem, certo?) me parece mais interessante. Mas pessoalmente ainda acho mais seguro fazer a encolagem e a base quando o tecido já estiver esticado, e de preferência, algum tempo depois de ter sido esticado, e não imediatamente após ser esticado.Existem outros produtos mais difíceis de se encontrar para tratar o mofo, mas o formol serve perfeitamente. O formol é um bactericida e fungicida, confere perfeitamente. Um abraço!
Obrigado Márcio, o Anônimo sou eu Luciano Reston, todas essas perguntas são pensando em um estudo que tenha uma qualidade inesperada e a vontade de por num chassi, mas minha intenção é por num painel igual no post: Painéis para Óleo e Têmpera, as placas de MDF eu encontrei aqui no Rio (RJ) com facilidade de 3mm ou 6mm mas os pregos banhados em cobre por enquanto não faço idéia, na pior das hipóteses eu encomendo de São Paulo.Obrigado e um abraço!
Olá Luciano! Tente achar placas de compensado, são melhores que o MDF. Também pode comprar compensado naval. Quanto aos pregos, não precisa ser necessariamente de cobre, difíceis de encontrar. Compre os de aço ao invés dos de ferro. Vi um americano que banha os pregos em verniz, funcionando como um isolante. Um abração!
Caro Márcio, meus professores de pintura sempre aconselharam misturar um pouco de leite de magnésia à cola PVA para neutralizar a acidez na hora de fazer a base de preparação. isso é realmente eficaz? Outra dúvida é que muitos professores indicam usar a cola de CMC (carboximetilcelulose)na base. Ela é mais vantajosa em relação à PVA e às colas animais?Obrigado e parabéns pelo site!
Caro Michel, o Hidróxido de magnésio (leite de magnésia) sendo substância alcalina pode sim estabilizar o PH (acidez) da Cola PVA. Há tambem a opção de comprar cola PVA já com PH neutro, apesar do produto não ser vendido em qualquer lugar. A cola de Carboximetilcelulose é consideravelmente mais cara do que a PVA, portanto, prefiro usar um sintético baseado em polímero acrílico, que me parece mais estável do que o CMC. Mas lembre-se que, não importa o que a indústria prometa, a cola PVA ainda é um produto jovem, isto quer dizer que não há completa certeza entre os pesquisadores de grandes instituições sobre como esse material envelhecerá comparado as colas animais. Na teoria, parece um bom material sintético, mas na prática, só o tempo dirá. Por outro lado a cola animal, ao contrário da cola PVA, é higroscópica, o que significa que aborvem humidade do ar, expandindo e contraindo. Há muita especulação sobre isso entre os pesquisadores. No entanto, devemos lembrar que o material era o ÚNICO usado pelos artistas da antiguidade, encontrando exemplos de boa conservação até mesmo em obras de 600 anos. É uma escolha muito pessoal.Agradeço pelas perguntas interessantes e pertinentes, espero tê-lo ajudado! Um grande abraço!
Boa noite adorei a dica, gostaria de saber de como se faz papel transfer. e como é feito a cola de silicone. Desde já agradeço a atenção.
Me chamo Dina Pires e sou facinada por pintura .Já pintei algumas telas e não encontro cola animal para fabricar minhas proprias telas. Pode me informart onde encontrar?
Bom Dia ? Você usa o CMC (carboximetilcelulose) ? Qual a proporção de gesso+cola+ CMC?
Cara Hizza, a carboximetilcelulose é um material que tem mais familiariedade em meios acquosos, portanto é melhor evitar misturar em meios oleosos. No caso da concatenação que voce irá usar, ela serve somente como agente espessante ou tixotrópico. Voce tem certeza que precisa da mesma? Dependendo da função que voce deseja para essa mistura o CMC é dispensável. Grande abraço!
Caro Márcio,Muito esclarecedoras suas informações.Quanto ao tema apresentado aqui e anteriormente, eu tenho algumas questões:1) No caso da utilização de compensado, como vc recomendou, qual a necessidade de pulverização de veneno, para evitar insetos xilófagos?2) Caso se coloque o veneno, este pode promover uma reação química com o tecido, enfraquecendo-o?3) Existe a necessidade de se acrescentar substâncias fungicidas à cola PVA (as tintas comerciais dizem ter substâncias do gênero)?4) atualmente, desde 2011, encontra-se no mercado MDFs chamados \”à prova d'água\”, que realmente têm uma qualidade higroscópica muito baixa. Seriam estes preferíveis aos compensados?5) Aquilo que vc chama de chassi é o tecido preparado? é uma armação de madeira que vai por trás da placa de compensado, fortalecendo-a?Só tenho a parabenizar seu site: depois de ler sobre suas orientações sobre tintas, comecei a adquiri-las com mais consciência.Abraço!
Caro Igor,1. É interessante que se faça.2. Não, sendo que antes de colocar o tecido, voce terá que passar uma mão ou duas de cola para \”selar\” a madeira antes de colar o tecido.3. Não.4. Prefira os compensados navais. Na falta do material, prefira os MDF´s a prova d´agua ao invés do MDF comum.5. É uma armação que sustenta o MDF, na parte de trás.Obrigado Igor! Fico feliz em ajudar!Abraços!
Oie. Boa noite! Muito bom interessante e esclarecedor seu blog! Estou com uma dúvida.. Sobre onde encontro a cola de peixe. Onde encontro pra vender líquida? Elá é a mais adequada pra tinta óleo. Não encontrei no mercado livre. E, por obséquio. Sugere alguma marca?
Ah obrigada pelo Blog!:)Paz e luz!
Olá Mix Freud! Alguns meses atrás, a Casa do Artista tinha cola de peixe, líquida, da marca Sennelier. Consulte o site da loja, caso não encontre, ligue, pois o site nem sempre alcompanha o estoque da loja. Grande abraço!
Márcio, obrigado novamente!Em painéis como ACM (aluminum composite material) em que não porosidade evidente, a encolagem pode ser usada pra facilitar a fixação de uma base? Fora do BR vejo muito uso nesse tipo de painel, porém com aplicação de bases de Lead white (bastante fixas), como é difícil encontrar essa base no BR, a encolagem seria uma solução?
Usamos aqui no ateliê com nossos alunos, desde 2011, o ACM como suporte. Nem todos acabam usando por que as telas acabam sendo mais práticas, pois são bem fáceis de se achar e também mais econômicas. Para o ACM não é necessário encolagem, o preparo é feito somente com lixamento, dessa maneira retira-se o acabamento liso e cria-se uma superficie com suficiente propriedades de adesão a tinta.
Obrigado pela observação, a base usada pelos gringos (acredito que seja a Lead ground da Rublev) seria dispensável? Pode-se trabalhar diretamente na superfície sem base?
Não é necessário não, mas dá uma suavidade e um acabamento muito bom se voce tiver paciencia de fazer, fica ainda melhor.
Pode se fazer a encolagem e depois aplicar tinta acrílica em cima? Para a tela ficar branca e receber a tinta a óleo?
Aparentemente, muitos artistas usam uma base de acrílico e depois pintam com óleo por cima. Mas, existem aqueles que acreditam que deveria existir um estudo mais profundo sobre a permanência de pinturas a óleo por cima de acrílica, questionando a qualidade da adesão. Não há estudos que comprovem a durabilidade de pinturas a óleo executadas numa superfície de acabamento acrílico, embora diversos artistas o façam. A priori, diria que não há problema algum, no entando, não posso dizer que cientificamente, a aplicação seja comprovadamente permanente.
Olá Marcio, tudo bem? Como de costume, sempre que tenho duvidas venho revisitar suas matérias. Nós artistas somos muito gratos. Uma duvida. Uso na minha preparação do linho a Cola Free ( Ph neutro), porém, é sempre uma dificuldade para adquirir. Gostaria de reduzir o Ph da Cascorez com o Leite de magnésio e simplificar minha vida. Você teria uma proporção de quanto de leite de magnesio para quanto de cola para um resultado satisfatório? Muito obrigado, grande abraço e sucesso.
Olá Jesser! Tudo bem e voces? Temos usado uma proporção de uma colher de sopa bem cheia de leite de magnésio para cada 500 ml de cola. Misture bem na cola, não esqueça de colocar um pouco de água na cola pra ajudar a misturar tudo. Se tiver qualquer dúvida me mande um e-mail! Grande abraço pra voce e para seu irmão!
Qual proporção de cola pra para leite de magnésia ?
Olá! Só um pouco de leite de magnésia basta. A proporção é mais ou menos uma colher de café para cada 200 ml de cola.
Obrigada pelo artigo. Gostaría de lhe perguntar, por gentileza. Será que existem lojas do material artistico que se-vendem a leite de magnesia, ou pra comprá-lo da farmacía mesmo? Será que tem alguma marca específica que recomendaría usar? Obrigada.
Não, você não encontrará em lojas de materiais artisticos. Faça uso daquele achado em farmácias, é ele mesmo. Qualquer marca servirá, é um material barato e de tecnologia simples para produzir, todos são bons.
Obrigada pelo artigo. Li que na impossibilidade de se obter cola PVA com ph neutro, a adição de leite de magnésia a cola é necessário para manter o ph mais neutro. Poderia me direcionar para alguns artigos or recursos sobre esse asunto, por gentileza. Gostaría muito de me-aprofundar nesse conhecimento. Te agradeço.
Fierelle, os artigos que tratam sobre isso estão em alguns dos meus HDs antigos, tenho que conectá-los e procura-los. Acho mais rápido você pesquisar na web e encontrará esses artigos mais facilmente, foi exatamente assim que eu os encontrei. Boa sorte e desculpe.